Casa: farinha e ralador | o universo da casa | os Galibi Kali'na
As casas no Oiapoque são, na maioria, palafitas de plano retangular com paredes e assoalhos de tábuas de madeira. Uma pequena escada permite o acesso à entrada. Há, geralmente, uma ou várias divisões internas, separando a sala dos quartos de dormir. Normalmente, dormem em esteiras de junco cobertas por um grande mosquiteiro, onde repousam o casal e filhos pequenos. Hoje, também, usam redes e camas.
A cozinha é uma área parcialmente aberta, atrás da casa, onde há um fogão de barro e, às vezes, um fogão a gás. A “mesa” para a refeição é posta no chão, quando a família se reúne para comer o peixe assado ou fervido acompanhado de farinha, sal e tucupi.
Não há muita mobília nas casas. Hoje, entretanto, a maioria possui uma televisão e uma antena parabólica, além de um prosdócimo, como dizem os índios, ou freezer, que permite preservar alimentos e gelar bebidas.
No centro da casa de um pajé, encontra-se a tukay, lugar onde ele recebe seus clientes doentes, faz os diagnósticos e receita os remédios para a cura. A sessão de cura chama-se xitotó ou cantarola. A tukay é um espaço fechado por um grande mosquiteiro. Nela, há um pequeno mastro, além do banco zoomorfo e o pakará do pajé. Quando chama seus karuãna para diagnosticar uma doença, ele canta e fuma charutos.

