O tracajá (nome científico: Podocnemis unifilis) é um dos quelônios mais emblemáticos das águas doces da Amazônia e da região do Oiapoque, distinguindo-se por sua carapaça ovalada e pelas vibrantes manchas amarelas que adornam sua cabeça. Pertencente à família Podocnemididae, este animal não é apenas um habitante dos rios, mas um elemento vital na cosmovisão dos povos indígenas, que há gerações observam seus ciclos para guiar o manejo da floresta. No universo do artesanato tradicional, o tracajá é uma fonte inesgotável de inspiração estética e material: Geometria Sagrada: A estrutura perfeitamente simétrica de sua carapaça serve como molde para os grafismos indígenas, que traduzem as placas ósseas em padrões tecidos em redes de dormir e pulseiras de miçangas. Musicalidade e Rito: Seus cascos, após o uso para subsistência, são frequentemente reaproveitados como instrumentos rítmicos em celebrações culturais, onde o som percussivo da carapaça seca conecta o homem ao espírito das águas. Identidade Visual: Nas mãos dos artesãos do Oiapoque, a silhueta e as marcas do tracajá são transpostas para a cerâmica e a escultura em madeira, tornando-se um selo de identidade regional que celebra a resistência e a longevidade deste ser.
Qualificação
Tracajá
Tracajá patoá: Tauahu
palikur: Mewha
A tracajá não está em extinção porque nós estamos fazendo o manejo da espécie, como cuidar dos filhos até um certo tamanho e fazemos a soltura nos rios e lagos. Ela faz parte da nossa alimentação e usamos o casco, ossos e unhas para fazer artesanatos. Edilena dos Santos A tracajá do mato mora nos Campos Alagados. Sempre a pessoa pode pegar ela no inverno e também é muito importante para fazer artefatos.