Descrição
As penas de arara (provenientes de espécies como a arara-vermelha, Ara chloropterus, e a arara-canindé, Ara ararauna) são estruturas queratinizadas que se destacam pela rigidez de suas ráquis e pela intensidade de suas cores estruturais, como o vermelho escarlate, o azul-cobalto e o amarelo vibrante. No Oiapoque, essas penas são o ápice da arte plumária indígena, possuindo um valor econômico e simbólico altíssimo por representarem a força e a beleza da fauna amazônica. Elas são a matéria-prima principal para a confecção de diademas, brincos e braçadeiras, onde cada cor é selecionada tanto para indicar funções sociais ou rituais quanto oferecer uma qualidade estética. Economicamente, a posse e o manejo ético dessas penas — muitas vezes coletadas durante a muda natural ou através da caça de subsistência — alimentam a produção de peças de luxo do artesanato regional, que são extremamente valorizadas em museus e feiras de arte por sua durabilidade e pela complexidade das técnicas de amarração que as fixam em difrentes suportes.